sexta-feira, 4 de julho de 2008

A natureza do erro

Errar é humano, todos nós já ouvimos essa frase. Mas, além de humano, é da natureza, ou seja, algo divino. Os seguidores mais modernos de Darwin descobriram muitos casos em que o erro é uma tendência que se perpetua. Muitas espécies apresentam defeitos que não se corrigem com o tempo, mesmo sendo um defeito que não favoreça a perpetuação da espécie. Agora eu me pergunto: Por que raios existem erros? A loucura, as taras, o câncer, o vício, por que será que exsitem todos esses erros, que causam tanto sofrimento? A vida, definitivamente, não é uma canção de amor. Mas deveria. Pois só o amor acolhe o erro. E o erro é algo inevitável. Eu, particularmente, sou uma pessoa muito errada, do tipo, penso, logo erro. E adoro alguém que me console, que me levante o astral depois de um erro. Seria isso outro erro? Tenho uma verdadeira tara por cristãos; aqueles verdadeiros, do tipo que beijam a mão do próprio assasssino. Talvez, por isso, eu seja tão "pecador". Adoro a mão de quem afaga uma mãe que foi maldosa com uma criancinha, ou a mão que levanta os bêbados nos becos sujos da vida. Enfim, adoro o cristianismo. E confesso que não sou o primeiro a apedrejar alguém que tenha feito um erro. Depende do erro, vamos combinar, que também não sou santo. Mas aqueles erros que denotam a fraqueza são os mais fáceis de perdoar. E o Cristianismo tem uma verdadeira adoração pela fraqueza, pela besta humana. Eis aí, talvez, o meu maior erro.
 
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